Subjetivando arte



Gosto de arte. A arte bonita, sensível e, digamos... perceptível, algo explícita. Já pensei em fazer um curso que me pudesse abrir a mente, para perceber arte onde não consigo.

Muitas vezes, não sei se aquele quadro confuso, mas caríssimo, composto de tantas cores e figuras, foi pintado realmente em um momento de inspiração sublime ou se veio de algum pulo-do-gato para se juntar cifrões. Acho-me um pouco brutamontes.

Tenho um medo que me pelo de estar perto de um intelectual (ou pseudointelectual), a admirar algo definido como arte e fazer aquela cara de "hã?" Aí o cidadão expressar: "Magnífico, não é?" E eu: "Hum, hum..." e pensando: "Que coisa mais estranha..."
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Dois polos

Do alto de meus trinta e poucos anos, cheguei à conclusão de que tudo tem dois polos: negativo, positivo. É Física, Química... não, é a vida. Mas o problema é saber identificá-los direito, pois ninguém é totalmente bom, nem mau.

E, não sendo pilha, não viemos com manual para que saibamos nos usar corretamente. E há ainda este agravante: temos defeitos, muitos; às vezes isso confunde. Fazendo uma análise de mim mesma, pensei: onde está minha assistência técnica? Mãe? Pai?... Ah! eles também têm defeitos.

O jeito é então tentar não reutilizar nossas peças defeituosas em nossos filhos. Afinal, eles vêm ao mundo para serem a nossa evolução, em meio a mais tecnologia; e com menos neuras, levando uma vida mais terapêutica, natural, geração saúde!

Aliás, agora é moda fazer terapia. Terapia. Não quer dizer que devamos correr ao psiquiatra ou ao psicólogo para tratar algum devaneio da alma... ou para equilibar de alguma forma nossos dois polos. Mas uma terapia que nos ajude a desopilar, a se equilibrar, levando o cotidiano com mais calma. Eu preciso. E você?
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Liberdade de pensamento

Este tema é atualíssimo e merece nossa ponderação, pois trata-se de um direito nosso, consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este direito, entretanto, muitas vezes é violado.

Caso famoso é o do escritor indiano Salman Rushdie, que se refugiou em Londres por ter ousado escrever o livro "Versos Perspícuos", obra amaldiçoada pelos eclesiásticos muçulmanos, fato que condenou o autor à morte lá pela década de 1990.

Saiba-se que intelectuais de muitos países são ainda presos por ousarem pensar com liberdade, o que é um absurdo em pleno século 21. Entenda-se entretanto: isso não quer dizer também que possamos fazer o que quisermos, pois estamos sob leis e não podemos ultrapassar o limite alheio.

A questão ética deve ser levada sempre em conta, óbvio, podemos pensar o que quisermos, mas não incutir nossa maneira de viver a todos – pois que isso nem é possível -, obrigando a outrem a concordar com nossa filosofia de vida. Dessa forma, viva e deixe viver, porém respeitando a todos.
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